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domingo, 14 de março de 2010

Buzzle Pubble

Com esta merda toda, acabei por não estudar. Esta merda toda, é o puzzle bubble... Essa força que me puxou durante três horas para o dark side. O interessante é que acabei por não estudar mas fiquei com uma ligeira sensação de dever cumprido. Talvez porque é claramente mais provável alguém estudar durante três horas, do que jogar puzzle bubble nesse período de tempo. É caso para estar orgulhoso. Mas é que, ainda antes de iniciar essa maratona de bolas coloridas, agarrei nos livros. Sentia o cérebro em actualização e sem capacidade de armazenamento para o que era suposto. Foi nessa altura que pensei que talvez eu não fosse feito para aquilo, devia seguir outro caminho e desistir. Nesse momento, sem qualquer razão aparente, o puzzle bubble pareceu-me a única escapatória possível... E nessas três horas, tive a explicação para muchas cosas.
Quando era puto, culpava um video-jogo por me fazer perder. Era crente numa inteligência artificial que, sabe-se lá como, era superior à minha e fazia de propósito para eu nunca ganhar. Quando comecei a jogar puzzle bubble, tive essa sensação novamente. Senti que estava a ser ridicularizado por um jogo que de complexo, não tem nada. Mentalizei-me que tinha que dar a volta à situação e vencer este monstro de infância.
Carreguei vezes sem conta no Play Again... Porque não? Se me é dada essa oportunidade eu quero aproveitar. A insistência lançou-me para o topo, mas depressa senti que andava às voltas e voltas, acabando sempre por perder. Decidi então estabelecer um objectivo. Quando atingisse essa meta, ganhava, até porque nada me impedia de inventar regras. Era constantemente tramado com aquela treta do costume de não sair a cor que precisava. Tornou-se repetitivo e previsível e depressa adoptei uma estratégia de prevenção. Parei para pensar e sem sentir qualquer tipo de pressão tomei decisões ponderadas. Se conseguisse chegar ao suporte de todas as outras esferas, vários obstáculos iam cair, tirei portanto o tempo necessário para descobrir caminhos que me conduziam nesse sentido. E foi nesse dia, durante três horas de pleno exercício mental, que movimentos perfeitos fizeram de mim um Jedi a rebentar bolhas.

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