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sábado, 25 de setembro de 2010

C de Cinema

Cito infinitas vezes o maior filósofo dos tempos modernos, Zé Piqueno. DÁDXÍNHU U CÁRÁLHU MÊÚ NÔMI ÁGÓRÁ É ZÉ PÍQUÊNU PÓRRÁ! Venero gangsters, assassinos em série, vilões e heróis. Aprendi a não conduzir o carro com um revólver na mão - especialmente quando a estrada tem lombas - com medo de balear o Marvin in the face. Sonhei em ter o meu próprio Clint Eastwood para me defender de uns conas armados em cowboys. Senti pena de Hitler quando assisti ao filme Hitler e o Fim do Terceiro Reich. E esta última frase sim, resume a força do Cinema.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Pensamentos de asfalto

- O sinal verde e o sinal amarelo são exactamente a mesma coisa.

- Nos bancos traseiros não existe airbag, há menos visibilidade e quem os usa normalmente vai a dormir e não leva cinto. Ou seja, parece-me um sítio favorável à prática da morte.

- Para mim todos os Fiat são Panda, desde que levem um gordo lá dentro.

- Quando me ultrapassam, viro logo no primeiro desvio que encontro. Não vá o gajo estar mais à frente parado, pronto a gozar comigo.

- Um tuning é um transformer metro-sexual.

- Sinto-me um inútil quando sou o primeiro da fila num semáforo vermelho, mas quando arranco sinto-me o numero uno.

- De manhã todas as curvas são apertadas.

- Não existem traços contínuos, a não ser que a polícia esteja por perto.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O último dia da vida de Tommy Aldridge - 3ª Parte

Guardou a harmónica no bolso do casaco e poisou a garrafa no chão. Entretanto, Tommy continuava ajoelhado, sem se mexer num misto de repouso e espanto, como se o que acabara de ver, mas sobretudo ouvir, tivesse deixado num profundo estado de hipnose. O silêncio absoluto que tomava conta da sala foi interrompido por um daqueles ruídos metálicos que, em forma de arrepio, percorre a espinha. O homem de negro arrastava uma tampa semelhante às do esgoto, enquanto Tommy observava sem exprimir qualquer sinal de estar incomodado com aquela algazarra importuna. Colocou a tampa junto ao poço de luz com a clara intenção de o fechar.
- A tampa está ao contrário - disse Tommy, acordando do estado de homem estátua em que se encontrava.
- Hum ?
- A tampa - repetiu, apontando para a tampa. - Está ao contrário.
- Depende.
- Depende ?
- Sim, depende do ponto de vista.
- Do nosso está - disse Tommy.
- Não. Não está.
O buraco é fechado e a escuridão invade a sala.
Quem és ? - gritou Tommy para o vazio.
Ninguém responde. Ouviu-se passos e Tommy levantou-se, sem conseguir desvendar de onde vinham. Acendeu-se uma vela e logo a seguir outra. Aquele homem estranho percorria a sala, acendendo uma a uma, velas que Tommy não reparou estarem ali antes.
- Isso não é importante, o que interessa é o motivo da tua presença aqui. Lembras-te ?
- Não. Não consigo - disse Tommy esforçando mais uma vez a memória sem obter resultados enquanto acompanhava com o olhar aquele homem que caminhava à sua volta oferecendo luz à escuridão.
- Por favor Aldridge, morres atropelado e tens vergonha de contar ?
De repente pequenos extractos de imagens foram ocupando a memória de Tommy, a pouco e pouco tudo ficava mais organizado, e Tommy...lembrava-se de tudo.
- Lembro-me de tudo.
À sua volta haviam várias velas acesas, umas em cadeiras, outras em gargalos de garrafas de vidro, e outras simplesmente no chão. Um cheiro a cera queimada libertava-se no ar e isso, por alguma razão, acalmava Tommy.
O homem caminhou até ele, puxou uma cadeira e disse a Tommy para se sentar, e logo de seguida fez a mesma coisa, soltando um suspiro de cansaço enquanto se sentava. Tommy observou-o e reparou num relógio de ouro que tinha no pulso. Mas o relógio não tinha ponteiros e Tommy desconfiado de alguma partida da sua visão, susteve a respiração esperando ouvir o tic tac dos ponteiros, mas nada.
- Tenho uma proposta para ti Tommy - disse o homem de negro, acendendo um cigarro de seguida.
- Proposta ?
- Eu sei quem é a Alicia e também sei o quanto queres voltar para o lado dela. E eu, por tua sorte, consigo fazer com que isso aconteça. Só que odeio estar sozinho e neste momento és tu quem me faz companhia.
- Então e...
- Mas! - interrompeu o homem - Mas dá para dar a volta. É que por acaso também sei quem te matou e não me parece má companhia, mas sozinho não o consigo trazer - disse, cruzando as pernas de seguida enquanto dava um bafo no cigarro.
- Eu consigo ? - questionou Tommy, atento como uma criança a ouvir uma história de piratas e feiticeiros.
O homem de negro levantou-se e agarrou num ferro que estava ali perto. Prendeu o ferro numa abertura da tampa que agora fechava o buraco de luz, e com um movimento semelhante ao de uma alavanca, abriu novamente. O túnel de luz invadiu a sala.
Tommy levantou-se e andando lentamente o homem de negro veio para o seu lado. Chegou-se ao ouvido de Tommy e sussurrou:
- Tens que o matar Tommy. Vais voltar, mas tens que o matar - e empurrou Tommy para o poço de luz.



Esforçava-se para abrir os olhos, mas não conseguia. Tommy ouvia o típico zumbido de máquinas de hospital, e depressa percebeu onde estava. Estava vivo, e melhor que isso, conseguia sentir o cheiro de Alicia ao seu lado.
- Ali.. Alicia... - gemeu, tropeçando entre sílabas.
- Tommy! Estás bem! - disse Alicia, abraçando Tommy de seguida.
Tommy sentia a cara dela encostada à sua, queria beija-la mas não conseguia. Com o toque do nariz procurou o ouvido de Alicia, e tal como o homem de negro, Tommy sussurrou ao ouvido:
- Vendi a minha alma ao diabo.


Fim.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O último dia da vida de Tommy Aldridge - 2ªParte

Que sítio é este? Faz um esforço Tommy. Lembro-me de... de ter vindo até aqui? Não, não me lembro disto. Calma, sei que acordei e... e fui onde? Deve ser um sonho. Mas quando sonho nunca desconfio que estou a sonhar. ESTÁ AQUI ALGUÉM? Não consigo ouvir nada. Mas que merda é que... Quem é aquele? Que raio está a fazer? Calma Tommy. Calma.

A sala era redonda e aparentemente não existiam janelas nem portas, à primeira vista era simplesmente impossível entrar ou sair daquele lugar. Existiam cortinas vermelhas rasgadas que retiravam um pouco da monotonia do negro da parede e do chão, mas que ao mesmo tempo acentuavam o aspecto sinistro e misterioso. Haviam cadeiras espalhadas sem qualquer tipo de ordem ou organização, garrafas de vidro rolavam no chão e papéis esvoaçavam, mas Tommy não sentia qualquer brisa. De um buraco no centro da cúpula caía um raio de luz que, em forma de túnel, iluminava o centro da sala, onde estava alguém a fazer alguma coisa que Tommy não tinha bem a certeza o quê. Parecia dançar, mas o facto de não ouvir absolutamente nada iludia-lhe o raciocínio.
Quem é aquele?
A luz era pouca, Tommy afastava as cadeiras do seu caminho e, passo a passo entre vidros partidos, aproximava-se da pessoa. Ouviu um imenso zumbido, colocou as mãos nos ouvidos mas não surtiu efeito, aquele ruído, que a cada instante se tornava mais intenso, parecia que vinha de dentro da sua cabeça. Caminhava confuso, cambaleando entre as cadeiras. O ruído tornava-se insuportável. Entre a desordem de cadeiras tombadas, Tommy ajoelhou-se, fechou os olhos e soltou um grito de agonio.
Parou.
O ruído cessara. Ajoelhado, Aldridge abriu os olhos. Sentia-se mais consciente uma vez que recuperara a audição. Ouvia uma música. Esperançoso de que tudo não passara de um pesadelo, Aldridge retirou o olhar do chão levantando a cabeça.
Ainda cá estou.
A pouco mais de um palmo do seu nariz, estava o raio de luz em forma de túnel que agora Tommy reparava não vir de cima, mas de baixo, de um buraco no chão. E brincando entre a sombra e a luz estava o tal homem.
Era dali que nascia a música, daquele desconhecido que parecia estar em perfeita sintonia com aquele lugar. Vestia-se inteiramente de negro num tom uniforme em todas as peças, dando à elegância de um fato e de uma gravata, um lado obscuro. Usava um chapéu que ensombrava o rosto mas não escondia a harmónica que não descolava dos lábios, criando um som absolutamente limpo. Estava curvado, como se carregasse um saco de pedras às costas ou estivesse apenas à procura de algo naquele poço de luz que estava mesmo à frente de Tommy. Dançava de forma estranha, mas nunca ridícula, e com a ajuda dos pés e de uma garrafa de vidro com areia, ritmava a música perfeita.

Continua...

O último dia da vida de Tommy Aldridge

Na altura, Tommy Aldridge tinha 14 anos. Os seus pais eram irlandeses, e como tal, Tommy herdara toda a aparência típica da grande parte do povo das sardas e do cabelo ruivo. Porém, Tommy nunca visitara a terra mãe, e como tantos outros descendentes de irlandeses a morar nos Estados Unidos, a sua terra mãe era Boston. Sabia apontar a Irlanda no mapa e sabia as cores da bandeira; bastava para se sentir Irlandês.
Alicia tinha chegado à cidade com a família. Vinham de Cuba em busca do tão procurado sonho americano. A mãe arranjara trabalho como empregada doméstica, o pai ganhava em um mês nas obras o que não ganhava em Cuba durante um ano inteiro, e a menina Alicia foi parar à turma de Aldridge. Tommy ficara doido por Alicia, mas não desde o primeiro dia. No dia em que a menina foi apresentada à turma, Tommy desenhava bigodes que nem um louco em tudo o que era boneco no livro de história. Nos dois dias depois, fingiu uma má disposição. Foi então no quarto dia que Tommy reparou nela. A menina tinha cabelos negros e longos, a pele era morena tal como as mulheres das novelas que o pai de Aldridge via quando a mãe não estava por perto. Os seus olhos eram meio rasgados, mas não eram olhos de chinês, eram antes os olhos de Cleópra...Cleótra...Nunca conseguia pronunciar o nome. Alicia tinha os olhos da página 138, a única pessoa do livro de história que Tommy não fizera um dos seus famosos bigodes. Quando estava nas aulas, olhava para Alicia, quando estava em casa tirava o livro de história da mala e folheava até à página 138, onde se fixava até à hora da refeição. Cleópra... Nunca conseguia pronunciar o nome. Era bem mais fácil dizer Alicia; a menina cubana que parecia a rainha do Egipto.

E ali estava ele, 20 anos depois.
Deitado de costas no asfalto, apenas via o céu. As pessoas chegavam, e a pouco e pouco preenchiam o azul até restar somente um pontinho no centro de tantos rostos curiosos. Tommy Aldridge tornava-se num circo, atraindo um povo metediço que estava ali para contemplar a morte, o número mais audaz de todos. No centro da assistência, Tommy meditava sobre o quão ridículo era morrer atropelado.
Pensava que só os velhos é que morriam assim.
Sempre achou que teria alguma espécie de aviso antes de morrer, um sinal, um pressentimento qualquer.
Estou na merda.
Não havia nada a fazer.
Fechou os olhos e lembrou-se de Alicia. A mãe dos seus filhos. E foi aí que desejou que, fosse quem fosse que estivesse encarregue daquele negócio de tirar vidas, pensasse duas vezes e dissesse: Este cabrão merece uma segunda oportunidade.

Continua...

sábado, 4 de setembro de 2010

Dois meses é muito tempo

Já lá vão cerca dois meses sem meter nada por estes lados, portanto só quero mesmo dizer que gostos discutem-se sim. O Sergio Leone é Deus e o Clint Eastwood é Jesus. Se por acaso alguém discordar e quiser discutir isto, eu estou available, basta enviar SMS e trazer um colete à prova de balas. Sayonara.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Dog Day Afternoon

Já tinha visto aquele filme umas, sei lá, trinta vezes?, mais, foi mais. Cruz falava tão bem inglês como um agricultor de trás-os-montes, no entanto decorara as falas todas. Viu pela primeira vez quando tinha quinze anos e desde esse dia deliciava-se na frente do ecrã pelo menos uma vez por mês. Era uma espécie de ritual. O elixir da vida. Agora tem trinta anos, portanto é fazer as contas. Dog Day Afternoon. A história de Sonny, - protagonizado por Al Pacino - um homosexual que assalta um banco. Se traduzirmos o título para português obtemos algo como "Um dia de cão". A verdade é que quando o Cruz estava a ter um dia de cão, deleitava-se com Al Pacino e libertava-se da mochila de merda que carregava às costas. Era como se tivesse batido uma ao lado de Al Pacino - o seu psicólogo particular. Psicólogo não, era mais um melhor amigo. Certa vez calhou - naquelas conversas pseudo-intelectuais entre amigos - falar-se de soluções para quando um homem está abatido. O que é que de facto faziam quando a vida não corria de feição? Whisky, drogas e casas de putas eram as mais óbvias soluções, e também as mais escolhidas. Cruz respondeu que dormia, o que era mentira, mas se respondesse Dog Day Afternoon o mais certo era alguém lhe perguntar se aquilo era algum ácido ou alguma bebida, portanto manteve os amigos na ignorância com o seu segredo. Cruz tinha sido despedido, estava sem dinheiro, sem família, sem nada a perder. Para se ter uma ligeira noção do balde de merda em que se tinha afundado, já tinha visto o filme cinco vezes em quatro dias. Tinha a sensação de ser amigo de Al Pacino, sentia que o conhecia melhor que ninguém e que lhe podia contar os segredos mais negros. Almoçava com Al Pacino, tomava banho com Al Pacino, dormia com Al Pacino, até cagava com o Al Pacino a ver. Mais estranho que isto, era que Cruz conversava com Al Pacino.
- Cruz.
- Sim?
- Estás na merda amigo.
- Eu sei.
- Sabes o que eu fiz quando estive na merda como tu?
- O quê?
- Assaltei um banco, não te lembras?
- Estás a dizer para eu fazer o mesmo que tu?
- Porque não?
- Deixas-me ser o Sonny?
- Yes i do my friend.
Cruz sorria enquanto comia os cereais com leite. Tudo passava a fazer sentido.
- Cruz?
- Sim.
- Veste uma roupa igual à do Sonny, vais querer ser igual a ele.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Pois é, pois é

Eu sei quando uma coisa é boa quando tenho vontade de repetir. Tipo um gelado de natas.

terça-feira, 22 de junho de 2010

O homem que se vestia de negro

Estava na merda. Eles estavam por todo o lado. Aqueles mutantes, prontos para a matança, e o que é que eu podia fazer? Nada. Absolutamente nada. Eram cerca de vinte e eu só um. Grandes, furiosos, sem transpirarem piedade, com olhos vermelhos que diziam vou-te matar cabrão. Fizeram um círculo à minha volta, eu cerrei os punhos e preparei-me para morrer, mas sem nunca antes foder a boca a três ou quatro. Foram caindo em cima de mim, uns atrás dos outros. Rodopiei no ar e enchi aquelas criaturas de soco e pontapé. Pareciam ser cada vez mais e eu com cada vez menos forças. Fui atingido na cabeça e o meu corpo esgotado caiu no chão como uma pedra. Aproximavam-se prontos para me devorar, eu sentia o cheiro que a cada passo deles ficava mais intenso. Não podia morrer. Ganhei forças, cerrei novamente os punhos contra o chão e levantei-me. Olhei cada um deles nos olhos e disse:
-
Este é o momento em que estão a cagar para dentro, e se não estão, deviam. Até porque o que está para vir, é algo que nunca viram antes. Convido-vos a assistir à pior das carnificinas e prometo que irão assistir ao espectáculo mais implacável de sempre. - eu conseguia cheirar o medo. - Agora estão a questionar-se. Quem sou eu ? Uma coisa podem ter a certeza, não sou um merdas que se deixa ser pisado e cuspido. - atirei a capa para trás das costas. - Sou o Batman, e não são uns conas como vocês que me vão pisar.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O dia em que Jonas saiu de casa

Aconteceu-me isto uma vez e nunca mais voltou a acontecer.
É muito raro sair de casa, só mesmo para o necessário, como daquela vez em que houve um incêndio na casa de um vizinho. Mas desta vez foi diferente, estava curioso pelo simples facto de que o cheiro do exterior mudara, o som não era o mesmo e até o brilho do sol parecia diferente como se tivesse ficado sem forças a meio do caminho entre o céu e a terra. Esperei dias para que tudo voltasse ao normal. Nada mudou. Foi então que esperei semanas e depois meses. Os meses passavam como dias e os anos contavam-se com as duas mãos. Nada de nada.
O meu nome é Jonas. Este foi o segundo dia da minha vida em que saí de casa.
Abri a porta. Ainda estava tranquilo uma vez que não tinha nenhum dos pés no exterior e a porta ainda não se fechara nas minhas costas. Estava tudo turvo, tirei os óculos do bolso da camisa e coloquei-os. Dei um passo. Só um. Fechei os olhos e dei o segundo passo ao mesmo tempo que a porta se fechava lentamente atrás de mim fazendo um ruído inquietante. Confirmei se tinha as chaves no bolso de trás e a cópia num dos bolsos da frente. Abri os olhos e comecei a andar.
As pessoas não eram as mesmas. Não havia crianças. Haviam crianças que queriam ser adultos e eram tão boas nisso que não dava para notar a diferença. Ou eram adultos que queriam ser crianças? Não interessa. Conseguia ver o lixo nas ruas e sentir a imundície na cabeça das pessoas. Ninguém olhava para ninguém. Eram todos culpados, os filhos-da-puta! Era aquele lixo. O cheiro era dali! O som era cem vezes pior do que o que ouvira na minha casa. Aqueles cabrões não se calavam. O sol não brilhava como antes para impedir que a gente da rua visse na merda que se tornaram. Confirmei se tinha as chaves no bolso de trás e a cópia num dos bolsos da frente, voltei para casa e prometi para mim próprio uma coisa. Nunca mais venho à rua.

domingo, 30 de maio de 2010

Homer com H grande

Parece-me a mim que não existe qualquer dúvida de que Homer Simpson é, e será sempre, o melhor pai do Mundo. Se à nascença houvesse uma lista de pais para eleger, - e se soubesse o que era escolher, com segundos de vida - os meus dedos viravam as páginas até à letra H.
- Não temos o Homer Simpson.
- Não? Então mandem-me de volta para o buraco de onde vim.
Nunca ia ter o trabalho de escolher outra pessoa. Simplesmente porque não existe nada parecido. Com Homer, desrespeito, comportamentos ridículos e intolerância emocional são sinónimos de perfeição . E acham mesmo que os meninos da Mongólia e arredores sonham em ser adoptados por uma Angelina Jolie ou uma Madonna? Não engulo essa.
- Tens que escolher entre uma actriz milionária, uma cantora milionária ou um boneco amarelo.
- Quê? Fuck the money mothafuckaz, give me the yellow fat man !

terça-feira, 23 de março de 2010

BEEENDEEEEER !!!

Qual praia ou sol! O melhor deste Verão vai mesmo ser o regresso do Futurama!

sábado, 20 de março de 2010

Frodo, eu protejo-te

A minha preguiça sempre foi diferente. É mais ou menos não querer fazer uma coisa para não ter que apanhar um avião ilusório... Mais ou menos. Sempre gostei do Mundo que criei na minha cabeça. Uma aldeia de hobbits. Um dia a dia com fogo de artifício, flores e passagens secretas. Coisas giras que posso partilhar, até porque é bem melhor inventar do que contar verdades pouco interessantes. Eu não faço de propósito quando não cumpro obrigações. Quando quero mudar, sou atraído novamente pela força do anel. Então lá vou vivendo num recreio fantasioso ao mesmo tempo que quero salvar o Mundo real. O problema, é que nunca estou cá.

domingo, 14 de março de 2010

Buzzle Pubble

Com esta merda toda, acabei por não estudar. Esta merda toda, é o puzzle bubble... Essa força que me puxou durante três horas para o dark side. O interessante é que acabei por não estudar mas fiquei com uma ligeira sensação de dever cumprido. Talvez porque é claramente mais provável alguém estudar durante três horas, do que jogar puzzle bubble nesse período de tempo. É caso para estar orgulhoso. Mas é que, ainda antes de iniciar essa maratona de bolas coloridas, agarrei nos livros. Sentia o cérebro em actualização e sem capacidade de armazenamento para o que era suposto. Foi nessa altura que pensei que talvez eu não fosse feito para aquilo, devia seguir outro caminho e desistir. Nesse momento, sem qualquer razão aparente, o puzzle bubble pareceu-me a única escapatória possível... E nessas três horas, tive a explicação para muchas cosas.
Quando era puto, culpava um video-jogo por me fazer perder. Era crente numa inteligência artificial que, sabe-se lá como, era superior à minha e fazia de propósito para eu nunca ganhar. Quando comecei a jogar puzzle bubble, tive essa sensação novamente. Senti que estava a ser ridicularizado por um jogo que de complexo, não tem nada. Mentalizei-me que tinha que dar a volta à situação e vencer este monstro de infância.
Carreguei vezes sem conta no Play Again... Porque não? Se me é dada essa oportunidade eu quero aproveitar. A insistência lançou-me para o topo, mas depressa senti que andava às voltas e voltas, acabando sempre por perder. Decidi então estabelecer um objectivo. Quando atingisse essa meta, ganhava, até porque nada me impedia de inventar regras. Era constantemente tramado com aquela treta do costume de não sair a cor que precisava. Tornou-se repetitivo e previsível e depressa adoptei uma estratégia de prevenção. Parei para pensar e sem sentir qualquer tipo de pressão tomei decisões ponderadas. Se conseguisse chegar ao suporte de todas as outras esferas, vários obstáculos iam cair, tirei portanto o tempo necessário para descobrir caminhos que me conduziam nesse sentido. E foi nesse dia, durante três horas de pleno exercício mental, que movimentos perfeitos fizeram de mim um Jedi a rebentar bolhas.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Karma - Parte III

No interior daquela arca, estava o assunto pessoal que Berto esteve a tratar durante a noite. Ali dentro, estava a razão que movia Berto a largar tudo. Um corpo morto que dividia um homem entre Brasil e Cuba.


5 horas antes...

- Por tudo o que te dei e pela retribuição que me deste, mereces isto. - diz Berto, de lágrimas nos olhos mas decidido.
Berto tem um anjo num ombro e um diabo no outro. Para ele só existe um desfecho...a morte. Mas esse tal de anjo diz a Berto para atirar tudo o que aconteceu para trás das costas... Afinal, é a mãe dos seus filhos que está ajoelhada à sua frente a implorar que lhe poupe a vida. Berto, de machado em punho, toma uma decisão... E a única coisa que atira para trás das costas, são os conselhos de um anjo.


Presente...

Pinto olha para o corpo e para Berto sucessivas vezes. Tenta entender o que se está ali a passar, mas não consegue.
- Berto! Ouviste? O que é isto? Que merda se está a passar aqui? - grita Pinto.
Berto começa a chorar.
- Achas que eu queria fazer isso à mãe dos meus filhos, Pinto? Não sei o que me deu!
Pinto abre os olhos como se tivesse visto um fantasma ou uma mulher nua. Não acredita no que acabou de ouvir. Examina o rosto do cadáver e confirma as palavras de Berto.
- Fodasse Berto! Mais valia estares calado! Eu nem tinha reparado que era ela!
Pinto, desesperado, coloca as mãos na cabeça ensanguentada e num passo acelerado percorre o café de uma ponta a outra várias vezes, enquanto fala para si próprio:
- Fodasse... Não é possível... O que é isto? Mas afinal o que é que é isto?
- É o fim Pinto... É o fim. - diz Berto.
Pinto, num passo apressado e nervoso, vai em direcção a um pequeno frigorifico que Berto tem atrás do balcão. Tira uma garrafa de cerveja, abre e sem tirar os lábios do gargalo, bebe metade. Vai junto a Berto e coloca a cerveja em cima da mesa.
- Bebe. - diz Pinto. E Berto obedece.
Pinto decide ligar a televisão para desviar a mente daquele lugar sinistro que faz lembrar uma casa dos horrores. Arrasta o corpo imóvel de Sousa para junto da arca. Volta novamente para o lugar e concentra-se apenas no ecrã. Percorre os quatro canais e todos transmitem a mesma coisa: Repórteres num lugar em chamas e em letras de rodapé passa a mensagem "Tragédia. Fábrica de móveis da margem sul arde. Não há registo de sobreviventes".
Não é preciso Pinto ler novamente as letras que passam em rodapé ou examinar com mais detalhe as imagens. Ele sabe que aquele sítio que está a passar na televisão é o local onde devia estar à cerca de 45 minutos atrás. É o único momento que Pinto consegue encontrar algum sentido naquela manhã. Junta as peças e analisa o puzzle. Se Berto não tivesse tirado a vida à mulher, não estaria no café às horas que estava. Se não estivesse no café, Pinto não teria entrado. Se Pinto não tivesse entrado, um assaltante também não. Se isto não tivesse acontecido e Pinto tivesse ido trabalhar... Pode-se dizer que era bem provável que estivesse morto e bem morto.
Berto levanta-se, dirige-se até Pinto e coloca a garrafa de cerveja - já sem nada - à sua frente. Vai em direcção à arca onde está o corpo da esposa dentro e o corpo de Sousa no chão. Vira o corpo de Sousa de barriga para baixo e retira a pistola que estava presa nas calças. Pinto não desvia o olhar do ecrã enquanto agarra na garrafa de cerveja e leva à boca. Quando não sente nada a passar na garganta desvia o olhar da televisão e verifica que de facto a garrafa está vazia. Mas Pinto repara em outra coisa também. Na condensação da garrafa, está escrito "Cuba". Ouve-se um tiro. A garrafa desliza nos dedos de Pinto e desfaz-se. Pedaços de vidro embatem no chão ao mesmo tempo que o corpo de Berto.

- - - - - - - - - FIM - - - - - - - - - - -

segunda-feira, 1 de março de 2010

Karma - Parte II

Está calmo. Uma sensação de invencibilidade percorre o corpo e termina na ponta da arma. Uma mancha de suor duplica o peso da t-shirt cinzenta que veste. As pupilas dilatadas completam a bomba-relógio humana que naquele sítio, parou o tempo.
Ninguém desvia o olhar num frente a frente entre Pinto e o assaltante, num confronto de pensamentos confusos onde quem lêr a mente primeiro, é o vencedor.
O assaltante desvia a mira da arma e aponta para Berto num simples movimento de braço, mas sem nunca desviar o olhar de Pinto. Sem ninguém prever, volta a fazer o mesmo movimento na direcção de Pinto, mas desta vez a uma velocidade à prova de reflexos. A arma acerta em cheio na cabeça de Pinto que cai no chão onde fica a contorcer-se com as mãos no golpe aberto.
- Fodasse! - grita Pinto, num berro de agonia.
O assaltante ignora-o e caminha lentamente entre cadeiras e mesas em direcção a Berto.
- Se não perceberam à primeira, eu repito. Isto aqui - e levanta a arma. -, é uma arma. Isto - com a mão que está livre aponta para o chão. -, é um assalto. E aquilo ali - com um olhar subtil por cima do ombro, aponta para Pinto com a visão -, são danos colaterais. - e pára a marcha lenta em frente a Berto.
Berto sente o coração no limite. A visão começa a ficar turva, a garganta seca e a pouco e pouco vai perdendo sensibilidade no corpo. O medo apoderou-se da mente. E a mente avisa o corpo que está na hora de dizer adeus. Berto fecha os olhos, inspira e expira três vezes, ao mesmo tempo deseja que quando voltar a abrir, nada daquilo esteja a acontecer. Berto abre os olhos novamente e é surpreendido pelo cano da arma encostado à sua testa.
- O que quiseres é teu. - diz Berto, fazendo lembrar um génio acabado de sair da lâmpada.
O assaltante prende a arma na parte de trás das calças e com um sorriso arrogante diz:
- Eu sei que é.

O que se soube do assaltante depois desta história, foi pouco. Dizia-se que tinha o hábito de executar roubos com a namorada e eram conhecidos pelo talento que tinham em escapar a quem os queria apanhar. Eram Bonnie e Clyde à portuguesa. Mas esse conto de fadas não durou muito, até porque aqueles dois tinham também o hábito de arriscar cada vez mais. O destino apanhou-os primeiro que a policia. Apanhou-os como quem diz... Apanhou-a. Foi-lhe destinado um tiro fatal num assalto a um bingo. Sousa enlouqueceu. Mas não deixou o vicio. Até arranjou outros. E foi assim que foi criado o triângulo amoroso mais perigoso de todos. Uma pistola, uma seringa e o Sousa.

Sousa abre a caixa registadora que está detrás do balcão e recolhe as notas e moedas para dentro de um saco, sem nunca por um instante, ter contado o dinheiro. Contorna novamente o balcão e repara em Pinto que está sentado no chão encostado a uma perna de uma das mesas a olhar para as mãos cobertas de sangue e com a cabeça como se tivesse sido mergulhada num mar vermelho.
- Devias tomar um banho. - diz Sousa.
Pinto ouviu. Mas decide ignorar.
Sousa ri-se. Desvia o olhar para a televisão que está no canto do café e fica cerca de um minuto a olhar, como se fosse a primeira vez que vê aquela caixinha mágica. Dirige-se a uma mesa próxima da televisão, pega no comando e liga. Puxa uma cadeira, coloca-a a um metro do ecrã e senta-se. De costas para Berto e Pinto, delicia-se com as imagens como se fosse uma criança.
Pinto e Berto olham um para o outro com um daqueles olhares que colocam uma e apenas uma única questão: mas que merda se está a passar aqui?
Berto estende os braços para os lados respondendo à pergunta mental de ambos.
Pinto levanta-se lentamente com o cuidado de não fazer qualquer ruído. Agarra numa cadeira e com passos de ninja dirige-se até Sousa. Eleva a cadeira para dar todo o balanço necessário a um golpe que não poderá ter repetição. Sousa desliga a televisão e através daquele ecrã, agora negro, vê o reflexo de Pinto. Pinto desfere um ataque perfeito e agora é a vez de Sousa cair redondo no chão.
Pinto respira ofegantemente e está claramente assustado à espera de uma reacção do corpo moribundo do assaltante. Não obtém resposta e move o corpo de Sousa com o pé, certificando que de facto está adormecido. Quando tem a certeza que aquela cadeira foi o tranquilizante perfeito, desloca-se até ao balcão, agarra no maço de tabaco, tira um cigarro e acende.
- Filme do caralho Berto.
- Fodasse. - diz Berto em forma de suspiro, ao mesmo tempo que leva as mãos à cara, tapando os olhos.
- Vou tirar aqui gelo que tenho esta merda toda fodida. - diz Pinto.
- Tira, tira... - autoriza Berto.
Berto não está naquele planeta. Mas devia estar. É que Pinto não devia estar a abrir a arca frigorífica. Se o Berto já tivesse aterrado... Bem... Seria uma história diferente.
- Berto...
- Diz. - responde Berto.
- O que é que está a fazer um corpo dentro da arca dos gelados?


CONTINUA...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Karma

Não dorme à mais de vinte e quatro horas. Enquanto o sol brilhava, foi mais um dia de trabalho. E de noite? Digamos que de noite tratou de assuntos pessoais.
Berto arrasta os pés que suportam o seu corpo curto mas largo em direcção à porta enquanto pensa que numa vida recheada de trabalho nunca fechou o café, nem por um dia. Faz um cálculo mental ao dinheiro e estima que já juntou o suficiente para largar tudo e fazer vida de patrão por outras bandas. Está indeciso entre Brasil e Cuba. Tem tempo para decidir. Por agora, só pensa em dormir.
Abre a porta e sai. A luz vinda do exterior causa-lhe estranheza e um certo brilho na cabeça ausente de cabelo. Com a mão na testa faz uma espécie de pala de modo a fazer sombra nos olhos. São sete da manhã e já se vê um carro ou outro a passar, olha para os dois lados da estrada e não vê qualquer pessoa. Repara que tem a camisa que outrora era branca, coberta de nódoas. Tira as chaves do bolso, fecha a porta, e mentaliza-se que será a última vez que a irá trancar, uma vez que nunca mais voltará a abrir.
- Berto! - alguém lhe berra ao ouvido, Berto deixa cair as chaves, mete a mão no peito e prende a respiração. - Eh caralho! Já aberto a estas horas Bertão? Agora sim, andas a acordar a horas de campeão.
Camisa azul bebé desabotoada com uma manga cava branca por baixo, calças de ganga e botas de biqueira de aço que aparentam ter mais idade que o próprio homem que as calça...Pinto. Pinto sempre foi daquelas pessoas que segue à regra o "faz antes de pensar". O que não deixa de fazer dele um gajo à maneira. Eu arrisco em dizer que, se fosse feito um inquérito em toda a aldeia em que a única questão seria: Dá uma nota de um a dez ao Pinto. Era bem provável que tivesse uma média de nove. Só não teria dez porque a família mora na aldeia. Porque o Pinto também é daquelas pessoas que se fosse efectuado outro inquérito em que a pergunta seria: Gostavas que o Pinto fosse da tua família? A resposta geral seria um "NÃO". Eu costumo dizer que o Pinto é como um gordo: É bom para ter ao lado, uma vez que que existe uma certa tendência a ser intimidatório, mas caso se magoe, não dá muito jeito para levar ao colo.
Berto sabe que não pode dizer a verdade a Pinto já que ia enfrentar uma sessão interminável de perguntas.
- É verdade. - diz Berto.
Decide abrir a porta, prevendo que naquele horário, à partida Pinto ia ser o único cliente e a única coisa que teria que fazer, era despacha-lo rapidamente.
Entram os dois. Pinto senta-se numa das cadeiras giratórias sem costas que estão junto ao balcão e começa a fazer uma espécie de batuque com as mãos na madeira. Encerra a sinfonia com um murro no balcão e uma volta de 360ºgraus com a cadeira. Tira o maço de tabaco do bolso e coloca no banco ao lado.
- Serve aí um café!
Berto como se fosse uma espécie de robô telecomandado executa uma série de movimentos com a chávena do café e a máquina, impossíveis de memorizar.
- Toma lá. - diz Berto, enquanto lhe entrega o café.
Berto dá a volta ao balcão e senta-se numa das várias mesas de refeição. Não move o olhar do chão durante alguns segundos. Derrepente, levanta velozmente a cabeça e diz:
- Olha lá Pinto, posso fazer-te uma pergunta?
- Chuta! - diz Pinto, virado de costas para Berto.
- Brasil ou Cuba?
Pinto gira o assento. Frente a frente com Berto, coça o queixo e olha-o fixamente nos olhos.
- Brasil ou Cuba Pinto? - questiona Berto novamente.
- Brasil. - diz Pinto. Rodopia o banco novamente e quando está de frente para o balcão repara num Jornal. Com o dedo indicador puxa-o lentamente para a sua frente.
- E porquê? Porque não Cuba?
- Nunca gostei de África, Bertozski. - diz Pinto enquanto analisa a capa do Jornal.
Berto reflecte durante algum tempo nos aspectos positivos e negativos de dar uma pequena explicação de geografia. Enquanto isso, Pinto com o olhar penetrante no jornal lê:
- Bumbum gostoso, faço tudo, oral gosto. Boa para ti Bertolucci !
Uma sombra assenta sobre os inúmeros anúncios a prostitutas impressos naquela página. Pinto calcula que é Berto a demonstrar algum interesse por aquelas palavras mágicas. Não olha para trás, mas consegue imaginar a expressão de curiosidade que Berto tem na cara.
- Isto é um assalto.
- Não tenhas dúvidas que é Berto! É um assalto ao meu precioso e talentoso órgão reprodutor!
Pinto sente uma sensação fria, provocada por algum objecto rijo, que lhe é suavemente encostado à nuca. Agarra no maço de tabaco, retira um cigarro e acende.
- Humm... Ok. Um assalto desses.
Dá um bafo e uma nuvem de fumo esvoaça à frente dos seus olhos.

CONTINUA...


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Doutor, preciso de ajuda!

Agora digo que ela antes não era assim. Está mudada. Está pior. Os tempos de glória são passado. Chegou uma era de vampiros que sugam todo o bom conteúdo que nela existia...Minha querida caixinha mágica. Lixo, lixo e mais lixo e depois o que acontece? O que acontece é que, quando afirmo que vejo mais conteúdos televisivos americanos do que nacionais, esbarro sempre na resposta: "Ah isso é para pareceres mais inteligente!". Mas não é para parecer, é por ser.
I have a dream! Um sonho onde se inicia uma matança nunca antes vista a toda a merda que é cuspida para os nossos olhos. Tenho pena do seu estado vegetal e tenho pena de quem tem apenas quatro canais. Já dizia o Herman José... Não havia necessidade.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Alô

O "Quando o telefone toca" é a linha erótica dos desempregados e reformados.

ZáZáu !

O meu maior medo é de cair no McDonalds enquanto seguro o tabuleiro com comida, num jogo de equilíbrio e num teste à visão durante a procura de lugar. Ter medo é saber que mais cedo ou mais tarde isso vai acontecer.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Se eu meter o pé agora será que caio?

Tenho quase a certeza que a invenção mais parva da humanidade, são as escadas rolantes. Não existe nada que incentive mais a preguiça do que essa treta de escadas que se mexem sozinhas...e isto é só o primeiro ponto. Outro ponto é a falta de civismo que se faz sentir quando são utilizadas. Porquê? Há duas coisas que odeio e ambas se inserem no grupo da falta de civismo: pessoas paradas em entradas e pessoas a fecharem qualquer espaço de passagem a outras pessoas - estas com pressa - em escadas rolantes. Inserem-se também no grupo das pessoas. À partida estas pseudo escadas deviam ser mais rápidas, eficientes e claramente mais divertidas. Não são. Imaginando que se ouve o nome "escadas rolantes" pela primeira vez, associa-se automaticamente a algo divertido do género de um carrossel. Publicidade enganosa e falta de originalidade. Só consigo encontrar um ponto positivo nesta situação. A sensação de auto-confiança que estas escadas proporcionam. Consigo alcançar o degrau? Não consigo? Agora? Não. É agora. E voalá!
Mais parvo que isto, só um gajo que escreve sobre escadas rolantes.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Já lá vai algum tempo


Hoje, enquanto conduzia, a pessoa que estava no lugar do passageiro disse-me: "Ouvi dizer que aqui algures existe uma estrada que vai ter directamente ao Barreiro".
No início ainda pensei que fosse uma daquelas auto-estradas. Mas não é. Não é porque eu não quero. Essa tal estrada é do género do caminho que se faz para chegar a Hogwarts. E então lá vou eu estrada fora à procura da passagem secreta.