Estava na merda. Eles estavam por todo o lado. Aqueles mutantes, prontos para a matança, e o que é que eu podia fazer? Nada. Absolutamente nada. Eram cerca de vinte e eu só um. Grandes, furiosos, sem transpirarem piedade, com olhos vermelhos que diziam vou-te matar cabrão. Fizeram um círculo à minha volta, eu cerrei os punhos e preparei-me para morrer, mas sem nunca antes foder a boca a três ou quatro. Foram caindo em cima de mim, uns atrás dos outros. Rodopiei no ar e enchi aquelas criaturas de soco e pontapé. Pareciam ser cada vez mais e eu com cada vez menos forças. Fui atingido na cabeça e o meu corpo esgotado caiu no chão como uma pedra. Aproximavam-se prontos para me devorar, eu sentia o cheiro que a cada passo deles ficava mais intenso. Não podia morrer. Ganhei forças, cerrei novamente os punhos contra o chão e levantei-me. Olhei cada um deles nos olhos e disse:
- Este é o momento em que estão a cagar para dentro, e se não estão, deviam. Até porque o que está para vir, é algo que nunca viram antes. Convido-vos a assistir à pior das carnificinas e prometo que irão assistir ao espectáculo mais implacável de sempre. - eu conseguia cheirar o medo. - Agora estão a questionar-se. Quem sou eu ? Uma coisa podem ter a certeza, não sou um merdas que se deixa ser pisado e cuspido. - atirei a capa para trás das costas. - Sou o Batman, e não são uns conas como vocês que me vão pisar.
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