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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O Mundo não é assim grande coisa


Quando vemos o Telejornal nos dias que correm, existem duas hipóteses: mais uma história do homem mais alto do Mundo ou mais uma goleada do Benfica.
Nada de interessante vai acontecendo na esfera que habitamos.
E por aqui vou ficando à espera que algo bombástico ocorra, aguardando que as pessoas começem a voar, que um avião despenhe-se em uma ilha misteriosa, que um batalhão de aliens quase, mas quase exterminem a raça humana e que o Cristiano Ronaldo marque um golo ao serviço da selecção nacional.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Vámonos


Transferi-me para o blogspot por 90 milhões de euros. Todos os textos do anterior endereço foram colocados aqui. Cumpri um sonho de niño. Procuro novas aventuras, ganhar títulos e mostrar que o dinheiro envolvido na minha vinda será pouco para as coisas magníficas que vou fazer.

E agora digam comigo:
1...
2...
3...
HALLA BLOGSPOT !

Gné Gné

Porquê a atracção pelos cus? Porquê os elogios contínuos à parte mais nauseante do corpo humano?
Já não vale justificar um olhar indiscreto com a curiosidade. Se as pessoas não tivessem um rabo, à partida iríamos fantasiar com outra coisa: um braço, um joelho, umas orelhas ou um dedo do pé. Ao não existir, não iria fazer qualquer diferença a quem olhava, fazia era falta a quem não tinha. Com isto quero dizer que o cu não serve para ser admirado, elogiado, desejado e etiquetado, dividido em tamanhos, ser classificado como mau ou bom. A sua função é ser a máquina de cócó que sempre foi. E ninguém gosta de máquinas de fazer merda.

Stargate

Mas calma lá! Se às 18:00, estou em território português a um passo da fronteira com Espanha e avançar dois passos em direcção ao território espanhol, passam a ser 19:00 em menos de um segundo?
Isto é sacanagem ou é o quê? Então mas o Mundo é de quem para se decidirem estas coisas sem falar com as pessoas primeiro?
Dass…

Inventar é complicar

Ora bem. Existem shampoos para cabelos oleosos, compridos, estragados, pintados, secos,shampoos para combater a caspa, prevenir a queda de cabelo e controlar o volume. Aromas como, maracujá, morango, frutos do bosque, camomila, jasmin e rosas.
Fica é a faltar um género que até me dava algum jeito. Shampoo para pessoas que querem lavar o cabelo.
Eu quero um produto que lave e não discrimine. Um produto económico.
Enviei recentemente uma carta para a empresa Linic. Passo a citar:

Querida Linic,
O meu pai é careca, a minha mãe tem o cabelo estragado, a minha avó tem o cabelo pintado, tenho um avô com queda de cabelo, irmãs com cabelo encaracolado, irmãos com cabelo oleoso e seco e eu gostava de controlar o volume.
Podiam fabricar um shampoo para pessoas que tenham uma família?

Obrigado


Ainda aguardo por uma resposta. Mas apelo a todos para agirem.
Não podemos, de modo algum, permitir que uma embalagem nos escolha.

Nobody fucks with the Jesus

De todo o vocabulário da língua portuguesa, provavelmente não há nenhuma palavra que possua tantos sinónimos como a palavra Pénis.


Pénis não é asneira, mas alguém achou boa ideia manipular o órgão genital masculino de modo a ser usado como uma ferramenta verbal de insulto. Funciona mais ou menos como levar com um calhau na cabeça no meio da multidão: “Quem foi?” ; “Ai? De onde é que veio?” ; “Dass! Doeu!”. É a bala mais rápida do mundo. E sabe sempre bem, a quem a disparou.

Só existe uma pessoa, com uma mente tão inovadora, capaz de criar tal coisa. Jesus!
- És tão feio! - Disse Jesus ao mesmo tempo que urinava. - Vou usar o teu nome como forma de injúria! - E esbofeteou violentamente o pénis enquanto dividia a possa de mijo ao meio com a outra mão.
E daqui, surgiu aquilo que todos sabemos.
- Irmãos. Um de vós irá trair-me. - Jesus aponta para Judas. - Vais ser tu seu caralho!

E ainda hoje se espalha a palavra do Senhor.

Isso é pêta !

É parvoíce minha, ou não existe um verbo para quando se diz a verdade ?
Contudo, existe o verbo mentir.

Mentir é razoavelmente fácil. Eu minto, tu mentes, ele mente, nós mentimos, vós mentis, eles mentem…Toda a gente mente. E mente bem. É simples e natural.
Contar verdades implica não alterar factos. Alterar factos é mentir. Alterar factos falsos é mentir de outra maneira.
Dizer a verdade dá trabalho. Como se não bastasse dizer coisas, também têm que ser coisas verdadeiras.

Bem…felizmente não somos feitos de madeira.

Visão Nocturna - Parte 3

Eu:
Eu só vou a discotecas para dar peidos sem sofrer qualquer tipo de discriminação, uma vez que irá ficar envolto em mistério. Sou um género de criador de acusações e desconfianças mentais nas pessoas. Sou o feiticeiro do antí-clímax. Um verdadeiro mestre do disfarce.


Visão Nocturna - Parte 2

Ela:
Hoje está feliz. Sente-se mais livre, mais desinibida, mais mulher e mais sensual. Sente-se alta. Está a usar pela primeira vez as próteses das pernas.

Passaram cerca de dois anos desde o trágico acidente. Adormeceu ao volante e chocou com um camião que transportava seringas anteriormente usadas por tóxico-dependentes. Uma tragédia que tirou, mas também soube dar. Foi privada de ser uma pessoa normal, mas aprendeu a aproveitar cada minuto da vida quando foi-lhe dito que o seu corpo era agora o lar de nove doenças sexualmente transmissíveis. Gonorreia, Sífilis, Sida, Hepatite B, Herpes genital, Vulvovaginite, Candidíase, Tricomoníase e Pediculose púbica, - sendo esta última mais conhecida como “chatos” - eram agora as suas hóspedes.
Sofreu também queimaduras que lhe colocaram um fim no crescimento do cabelo. Mas isso não era o mais grave porque curar herpes genital não é tão fácil como apanhar cabelo do chão em uma cabeleireira e fazer uma peruca.

Estava com diarreia desde o arroz de marisco que comeu no jantar de festejo da sua nova vida. Foi pedir uma água com gás. Viu um homem que não parava de olhar para ela. Pensou que talvez fosse mexicano ou chileno devido a características físicas da América do Sul que aquele homem possuía. Ele foi lá fora e ela também queria ir. Queria mas não podia. Tinha acabado de defecar. Esperou que ele voltasse. Entrou novamente de uma maneira que parecia ter saído de uma novela mexicana.
- É de certeza mexicano ou chileno. - pensou ela.
Ele solta uma gargalhada e ela sorri. O cheiro começa a estender-se num raio cada vez mais alargado. Ela espera que ele deixe de olhar. Aproveitou o deslize e foi à casa de banho.

Ele procurava-a e ela reparou. Confiante e limpa, tocou-lhe no ombro e disse:
- Vamos?

Visão Nocturna

As luzes acompanham o ritmo de uma música que destrói ouvidos.
(Para quem não percebeu foi uma forma cativante e inteligente de dizer que esta história passa-se “Na discoteca”)

Ele:
Ele está bem perfumado segundo o que a mãe diz, bem vestido de acordo com o espelho de casa e é dono de um instinto predatório como de costume.
Desloca-se sempre com a sua matilha. A matilha marca território urinando para dentro…alcóol escorrega na garganta e aquele espaço é deles.
Para comer escolhe o prato habitual: gaja com mamas grandes sem um macho rival por perto. É mais ou menos como aquelas pessoas que vão ao restaurante e pedem sempre bitoque, ou seja, todos gostam de bife com batatas fritas portanto de que serve lêr a ementa? (ATENÇÃO: NÃO CONFUNDIR PERSONAGEM COM AUTOR)
Troca olhares com a presa e repara que ela bebe algo transparente. Calcula que seja vodka e vai buscar igual. Este foi um passo essencial porque na dança do acasalamento, a partilha de gostos semelhantes é fulcral.
Finge um telefonema e vai lá fora à espera que esta jogada facilite a timidez da…Vou só dar um nome à gaja se não é lixado escrever. A gaja chama-se bitoque.
Continuando…Finge um telefonema que não existe e vai lá fora esperar que esta jogada facilite a bitoque a ultrapassar a timidez. Aguarda sozinho e nada.
Volta outra vez à caça. Entra com os olhos semicerrados enquanto morde os lábios, abana a cabeça ao ritmo da música e passa - suave e lentamente - a mão no cabelo.
O giro desta parte anterior é imaginar a cena. Portanto vou dar um tempo para imaginarem mas não sem antes dizer que a música que está a dar é qualquer uma da Shakira, escolham a vossa favorita. A minha é uma com o Alejandro Sanz que dá um certo charme latino à personagem.
(IMAGINAÇÃO)
(IMAGINAÇÃO)
(IMAGINAÇÃO)
Junta-se à matilha e decide passar à fase do “vê como sou feliz”. Esta fase consiste em soltar gargalhadas de forma a atraír olhares (sem falar que dava um bom título de novela). Resulta. A bitoque olha e sorri enquanto ele diz à matilha - como um uivo de conquista - que a coisa está no papo.

Comete um erro. Desvia o olhar durante uns minutos para medir mentalmente o rabo de uma possível sobremesa e quando volta à refeição, alguém lhe levou o prato.

1 9 8 9

Cresci num ambiente de desconfiança doméstica quando me ensinaram a ter medo do papão, manipularam-me a mente e senti-me obrigado a espreitar debaixo da cama sempre que fosse dormir. Não era propriamente uma boa pessoa para os animais porque a minha música favorita ensinava-me a atirar um pau a um gato. Aceitei o facto que trabalho árduo não compensa quando fui avisado para não aceitar dinheiro de estranhos, mesmo que tivesse ajudado a velhota com os sacos das compras ou a atravessar a estrada.
Abriram os meus horizontes sexuais, quando me contaram a história de uma mulher e sete mineiros.
Vi pessoas de outros planetas que viviam no nosso Mundo a ficarem loiras quando atingiam uma força sobrenatural.
Partí pernas e braços quando saltei de alturas impossíveis com a esperança que uma teia saísse das minhas mãos. Ganhei marcas de guerra das inúmeras tentativas de voo com uma toalha de banho às costas e um S ao peito.
Consegui entender que os amigos às vezes também nos traem, quando inventaram um jogo que me obrigava a encostar a uma parede enquanto escapava a mísseis em forma de bola de futebol.
Aprendi a partir vidros e ensinei os meus pais a pagar.
Aprendi a perder tempo quando usava os dias para procurar criaturas que cabiam dentro de uma bola. Aprendi a pensar no momento porque jamais tive essa bola. Percebi que não se pode ter tudo quando nunca encontrei uma das tão desejadas criaturas.

Ensinaram-me a ter esperança, pois um dia destes, uma pessoa de cabelo em pé nascida em outro planeta, irá descer à terra e salvar-nos-á de um gordo que transforma as pessoas em chocolate.

Picasso ou Van Gogh ?

Ao folhear o bloco de notas dei de caras com isto.
Ando a tentar a algum tempo desvendar o mistério escondido, mas até agora nada.
Estou convicto que, por detrás de um simples e nojento desenho como este, habita uma ideia genial que me vai trazer gajas, dinheiro e fama.


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Discovery Channel

Entro, dispo-me, deito-me…oiço um zumbido. Tento dormir…tento. Acendo a luz e procuro algum insecto com asas. Vi uma vez no Discovery que existem mais de 150 mil espécies de moscas. Para mim existem apenas duas espécies, as pretas e as verdes. As verdes são um género de super-moscas porque só se alimentam de merda até chegar a um ponto em que adquirem super poderes do tipo, voar mais rápido, ter mais olhos e a nível social ficam com um estatuto mais elevado. As pretas é o resto.
Meto-me de pé em cima da cama e de chinelo em punho. Uma tentativa, duas tentativas, três sem sucesso, penso no milagroso Raid mas prefiro dormir com um bicho barulhento que come merda do que fechado numa câmara de gás. Tento dormir. Poisa na minha cara e numa fracção de segundos surgem vários flashes de todo o sítio possível, imaginário e nojento por onde já tenha passado. Agora é pessoal!
Fita de rambo, bota da tropa, chinelo e audição super apurada. Vi uma vez no Discovery que o ciclo de vida das moscas durava entre 25 a 30 dias. O desta não.
Poisou. Falhei. Finjo que estou a dormir mas com o chinelo de baixo da almofada. Puta mordeu o isco.
Não vacilo, com um movimento certeiro e implacável coloco um fim nesta vida. Procuro o cadáver após o extermínio, apenas para me certificar que posso dormir descansado mas não o consigo ver em lado nenhum. Tenho quase a certeza que sobreviveu.
Deito-me e penso que tenho que deixar de ver o Discovery.

5 minutos a pensar no título

Quando escrevo de madrugada visto sempre um fato de Batman, quando escrevo de dia estou sempre nu. Quem é que afinal sou eu? Super-herói de noite e encantador de serpentes de dia ? Agora estou a ser um Batman que faz piadas sobre o tamanho da pila. Então talvez não sou super-herói, o mais provável é ser um super ordinário. Mas esses não salvam pessoas, nem ninguém gosta. Mas prefiro dizer coisas ordinárias do que vestir uns collants pretos e um morcego ao peito.

Javardolas

Escondida do desejo alheio, ela sabe que estou cá e eu sei que ela por ali anda. Não forçamos diariamente o nosso amor para que, das poucas vezes que é posto em prática, o desejo seja ultrapassado e transforme-se num adjectivo por inventar. Penetro-a, aqueço-a, depressa passa de seca a húmida. Exploro o seu exterior enquanto devoro o conteúdo. Transformo-me em um animal insaciável e fico tão porco que ela nem fala. Quando acabo, vai exactamente para o sítio de onde veio à espera de uma próxima. Escondida do desejo alheio…a minha caixa de chocapic.

Sou tão maluco

Estava eu sentado no sofá da sala, de portátil ligado. O meu pai chega e senta-se no sofá. Liga a televisão e sintoniza num canal qualquer. Tira o portátil dele e faz o que tem a fazer.

Mas porque é que teve que ligar a televisão? O que tem o silêncio de mau?
É que não é por nada, mas esta merda irrita-me pa caralho.

Desligo a televisão. Ele diz para ligar.

Dou-lhe um soco tão grande na cara que lhe salta meia dúzia de dentes, agarro no portátil e parto-o contra a sua cabeça. Pego no comando da televisão, abro-lhe a boca e enfio-o goela abaixo.
- Liga tu paneleiro da merda!

Filho da puta, nunca me devia ter irritado.

Mátóbicho


Eu amo pessoas que dizem Hamburga !

Estatística do homem dos tempos modernos

- 80% dos homens que saem à noite, têm uma tremenda fé que vão “facturar”, sendo essa a razão numero um da saída.

- 20% dos homens que não têm essa fé, é a primeira vez que saem á noite.

- 100% dos homens que saem pela segunda vez à noite têm fé na “facturação”.

- 30% dos homens que saem à noite facturam.

- 100% dos homens que saem à noite e facturam, recebem uma factura.

- 99,9998% dos homens que saem à noite são feios.

- Eu sou giro.

- 40% dos homens que cagam de porta aberta, já levaram por trás.

- 57% dos homens que cagam de porta fechada, estão a levar por trás.

- 90% dos homens que vão às compras procuram sempre pagar na caixa em que está a gaja mais boa.

- 10% dos homens que vão às compras pagam na caixa do homem.

- 100% dos homens que vão às compras e pagam na caixa do homem têm menos de 8 produtos ou compraram pensos higiénicos.

- 20 % dos homens que conduzem, conduzem sempre com um braço na janela.

- 80% dos homens que conduzem, não têm músculos para andar com o braço na janela.

- 17% dos homens usam boxers com ursinhos.

- 17% dos homens vivem com os pais.

- 90% dos homens gostavam de casar e ter filhos.

- 10% dos homens já mataram a mulher e os filhos.

- 97% dos homens vê pornografia.

- 60% do corpo do homem é água.

- 40% do corpo do homem é pornografia.

Crónicas de um Ferrero Rocher - Parte 3

Pára no sinal vermelho.
Alguém, no carro ao lado do seu, buzina. Ambrósio olha. Por detrás do vidro alguém estava escondido apenas mostrando uma coisa a Ambrósio: um punho fechado e um dedo do meio esticado.
Não precisou de
pensar muito para saber quem era.
Carlito Maurice. Criador dos tão famosos, Mon Cherrys e arqui-inimigo de Ambrósio. Era ele que por detrás do vidro, criava aquele fantoche genital a partir da mão.
Ambrósio sai do carro com a mesma cara que tinha segundos antes de fazer a sua investida selvagem à menina. Abre o porta-bagagens, e tira um par de matracas. Fecha lentamente, olha para o céu e grita furiosamente. Corre para o carro de Carlito, quebra o vidro e puxa-o para fora. Ambrósio tinha acabado de se transformar numa verdadeira força da natureza.

Carlito estava a ser alvo de uma sucessão de golpes acrobáticos que nem nos filmes se viam, golpes de uma força absolutamente demolidora e de uma rapidez impossível de acompanhar.
Ouviu-se uma explosão. Era uma explosão sónica, e isto só queria dizer uma coisa… Ambrósio tinha ultrapassado a velocidade do som.

Começava a sentir-se fatigado, a força e a rapidez iam diminuindo cada vez mais até chegar ao esgotamento. Ambrósio pára e olha para Carlito, que dotado de uma grande resistência física, ainda estava consciente. Fitam-se mutuamente. Avançam um para o outro. Beijam-se.

- O destino é macabro. – diz Ambrósio. – Quem iria dizer, que depois de tudo, depois do ódio, da inveja, do rancor, da raiva, eu estaria aqui. Na tua casa, no teu quarto, na tua cama, contigo. Existe explicação?
Carlito olha para Ambrósio, acena com a cabeça e diz – O que está dentro dos meus Mon Cherrys não é licor. É amor.
Ambrósio solta um suspiro apaixonado, posa o seu rosto no peito de Carlito, e adormece.

Enquanto Carlito fazia um pequeno lanche Ambrósio contava-lhe sobre a relação amorosa que vivia – desde à muito tempo - com a Madame, mas que agora tudo tinha mudado e queria ser um homem diferente, mas não sabia como confrontar a Madame.
- Segue o teu coração Ambrósio. – diz Carlito.

Ambrósio sai a correr e conduz até ao palácio da Madame. Quando chega, é confrontado com um questionário que procurava encontrar resposta para o que tinha acontecido para a Madame ter sido obrigada a faltar ao seu treino de ténis. Ambrósio pede desculpas. A Madame diz que, quer que Ambrósio lhe leve a um sítio.

-Ambrósio apetecia-me tomar algo.
Ambrósio sabia perfeitamente que o que a Madame queria era possuir o seu corpo com todo o desejo que tinha dentro dela, como já tinha acontecido inúmeras vezes. Mas Ambrósio não era o mesmo, queria pôr um fim naquela relação para dar inicio a outra, que ele sentia que era verdadeira.
- Tomei a liberdade de pensar nisso senhora. – e oferece-lhe um Ferrero Rocher.

A partir daquele momento, Ambrósio sabia que era um homem diferente.


F i m

Crónicas de um Ferrero Rocher - Parte 2


- Ambrósio! – grita a Madame – Despacha-te que a menina está atrasada!
Veste-se e corre para o carro. Naquela corrida desenfreada, ainda tem tempo para dar uma palmada no rabo da empregada e piscar-lhe o olho como forma de lhe dizer, “eu sei que gostaste do que viste”. Ela olha para o chão, e sorri.
No carro já se encontrava – com um ar dominado pela repugnância - a intrusa do seu pequeno momento privado daquela manhã.
- Aquilo não era o que parecia. – diz Ambrósio.
- Ambrósio eu tenho doze anos mas não sou nenhuma idiota. E esqueces-te que já não é a primeira vez que te apanho naquelas figuras?
- Desculpe menina. Aceite uma oferta minha como forma de me redimir.
Na retaguarda do banco de Ambrósio, abre-se uma pequena porta. Do compartimento que essa porta protegia, desliza para o exterior uma pirâmide de Ferrero Roches – que parecia ter sido construída com toda a paciência e habilidade do Mundo.
- Pegue um menina.
A menina tira o do topo – com certo receio de estragar aquela obra magnifica - mas cospe de seguida. Ambrósio trava bruscamente, sai do carro, abre a porta de trás e dá uma sova à menina. Aplica-lhe golpes que tinha aprendido quando servia no exército, durante a 2ª Guerra Mundial, onde exercia funções de torturador. A menina perde os sentidos.

Ambrósio dá-lhe duas bofetadas e ela acorda. Não consegue falar, e não se recorda de nada. Quando repara, já está ao portão do colégio. Ambrósio abre-lhe a porta com toda a educação e classe que aquele emprego exigia.
Uma das empregadas do colégio, repara no estado da menina.
- Mas ela está coberta de sangue !
- Comeu alguma coisa que lhe fez mal. – diz, calmamente, Ambrósio.
- Ninguém fica assim por comer alguma coisa estragada!
- Então foi talvez por não ter comido alguma coisa que lhe fazia bem.

Entra no carro. Ele calcula que a menina não se recorda de nada. Nem uma pessoa geneticamente mais avançada, recuperava a memória depois de uma tareia daquelas, porque Ambrósio sabia que se houvesse um curso superior de levar porrada, a menina tinha acabado de se graduar com notas excelentes.

Ninguém, mas ninguém, faltava ao respeito dos seus preciosos Ferrero Roches.

Fez-se à estrada. Estava na hora de ir buscar a Madame.

CONTINUA…

Crónicas de um Ferrero Rocher

- Ambrósio, apetecia-me tomar algo.




Oito horas antes.


Ambrósio acorda. Levanta-se. É uma daquelas manhãs que, vindo do oculto, surge o tão enigmático fenómeno da “tesão do mijo”.
Uma vontade tremenda de urinar, apodera-se dele e não o pode fazer na sua casa de banho – em consequência de ser um autêntico Samurai na arte da defecação em quantidades e tamanhos exorbitantes, que por sua vez são verdadeiros Ninjas em entupir sanitas.
Corre para o quarto da madame - que quarenta e cinco minutos antes, tinha acordado e estava agora a tomar o pequeno almoço – e quando chega, tenta urinar naquela casa de banho repleta de luxo e requinte. Ambrósio vê mal, e naquelas condições era uma tarefa impossível fazer as coisas com uma certa normalidade. Contorce o corpo de várias formas à procura do ângulo perfeito para não falhar, mas acaba por urinar completamente o tampo da sanita da Madame.
- Parece uma cascata de mijo – diz ele, rindo-se. - Mas fica assim para dar um aspecto ainda mais requintado.
O marisco que comeu na noite anterior – durante a agitação de um bar de strip
– começava a fazer das suas. Decide soltar ali mesmo, a agonia que sentia. Afinal, o pior já estava feito.
Com cuidado, para não tocar no tampo – não pelo nojo, mas para não estragar aquele deslumbre que ele próprio construiu - procura uma posição confortável.
- Eu sabia que faltava alguma coisa! – diz outra vez num tom cómico. - As baleias!

- Mas não há baleias nas águas de uma cascata, Ambrósio. – fala o seu inconsciente.
- Nesta há. – e liberta uma gargalhada num tom maroto.
Mas o fenómeno não desaparece. Ambrósio só vê uma hipótese para a aniquilação daquela erecção indesejada.
Aninha-se por baixo dos lençóis da Madame e masturba-se.
- Mãe, onde é que está… – a filha da Madame, entra sem aviso.
- Isto não é o que parece! – grita Ambrósio, num grito que possuía mais de prazer, do que de vergonha.
A menina fecha a porta e Ambrósio ouve os seus passos acelerados em direcção á rua.
Não era razão para não acabar o que iniciou – pensou ele, e continuou.
Limpa-se aos lençóis da Madame. Afinal de contas se a menina não abrisse a boca, a culpa iria, com toda a certeza, calhar à empregada.
- E também ninguém irá inspeccionar isto com luz negra. – diz.
Nu, lembra-se de vasculhar as gavetas da Madame. Calça umas botas de pele de crocodilo, enfia umas cuecas na cabeça, mete um colar de diamantes ao pescoço e continua a sua pesquisa naquele Mundo misterioso.
Escondido entre casacos de pele, Ambrósio encontra um dildo
gigantesco. Pega nele, e posiciona ao lado do seu pénis comparando os tamanhos.
- Agora é que dava um certo jeito a tesão do mijo. – pensa.
- Minha senhora, onde é que está… – entra a empregada, também ela sem aviso.
Olha para Ambrósio durante dois segundos e fecha a porta de seguida com todo o cuidado, e ao contrário da menina, abandona aquela área muito calmamente.


- Ambrósio! - grita a Madame.



CONTINUA…

Rock’n'Roll motherfuckers!

Porque é que, quando oiço AC/DC no carro parece que ele anda mais rápido?

E ia dizer mais não sei o quê mas não me recordo.

Quero uma gaja que:

- Não me imite.
- Tenha um pipi.
- Faça caretas e danças bizarras.
- Jogue ao berlinde.
- Diga “precisamente” em vez de “yah, yah”.
- Acredite que os pokemons existem.
- Telefone-me fazendo passar-se por telefonista de uma rede de telecomunicações, e diga que é para me informar que sou um palhaço do caralho.
- Tranque-me na casa de banho.
- Diga que a tropa é para os maricas.
- Vomite-se sempre que vê os morangos com açúcar.
- Vá à loja dos chineses para comprar um
macaco do chinês.

- Tenha medo do escuro.
- Diga aos amigos que eu tenho medo do escuro.
- Faça torradas no microondas e aqueça leite na torradeira.
- Não use o termo “Se Deus quiser”.
- Seja faquir.
- Acredite que a Odete Santos é uma personagem da
Disney
.
- Não diga que fumar é nojento. E caso diga, não se importe de ser chicoteada.
- Cague notas de 500.
- Urine sumo de máquina.
- Seja cinturão negro numa merda qualquer.
- Durma a sesta.
- Queira ter o canal Benfica porque diz que passa desenhos animados.
- Lance um desafio após o uso do termo “Não és homem de…”.
- Use as calças de pijama por dentro das meias.
- Se algum dia tiver filhos, chame-os de Jesus e Judas.
- Crie uma teoria acerca da tesão do mijo.
- Ensine-me a fazer torradas no microondas e a aquecer leite na torradeira.
- Não existe.

Não ligues a água que vou tomar banho

O vapor sobe como se tivesse vontade própria. Como se não quisesse que a nossa vista alcance defeitos.

Não é um momento para imaginar todo o tipo de fantasias sexuais nem o local onde a masturbação é uma prática corrente, é apenas a extinção do mito que todo o homem anseia por uma presença feminina naquele lugar. Porque há coisas que simplesmente não se partilham.
Uma água purificada pelos deuses faz-nos cantar apesar de termos vivido o dia mais enfadonho das nossas vidas. As paredes não têm ouvidos mas entendem uma linguagem que não se ouve, dizem o que queremos ouvir porque já nos conhecem à tempo de mais. Entramos num estado de transe que faz-nos ser nós próprios num tempo que passou e quase, mas quase que conseguimos mudar o passado. O corpo segue a rotina mas a mente foge para o único tempo de recreio que tem.

Quando acaba, o nevoeiro leva com ele todos os nossos pensamentos.
Como foi boa a estadia no paraíso
.

Também já tenho um blog! YEAAHHHH!!

Infelicidade, um amor não correspondido, uma situação profissional instável, múltiplas tentativas de suicídio…Tudo merdas que eu não tenho.
Não me vou apresentar porque as
gajaxx curtem de gajuxx misteriosos.
Não vou escrever diariamente, semanalmente, ou outra sequência temporal qualquer. Vou escrever quando quiser, porque eu faço o que me apetece.

A partir de hoje faço parte do vasto grupo de
blogistas que se sentam no café, de portátil em cima da mesa e escrevem. O povo afirma com toda a certeza que deve estar a escrever algo de interessante, o povo afirma, ele questiona-se. O café não é um qualquer, obrigatoriamente tem que ser um daqueles cafés pseudo-intelectuais. Porquê? Nem que seja porque ele o frequenta. Ele quem? O tal gordo barbudo que de uma em uma hora vê-se obrigado a reiniciar o computador como consequência dos infindáveis vírus informáticos que se camuflam entre outros infindáveis ficheiros pornográficos. Cumprimenta as amigas como se nunca as tivesse violado no seu imaginário sórdido. Faz turnos entre o olhar no computador e cada ser feminino que por ali entra, masturba-se mentalmente e está de volta ao ficheiro Word. Não se consegue concentrar no que estava a escrever porque a imagem de uma cena de sexo hardcore – plagiada de um de muitos ficheiros pornográficos em sua posse - entre a mulher que acabou de entrar e ele, não lhe sai da cabeça. As pernas tentam mover-se dali e a mente concorda com elas e diz-lhe para ir para casa, incentiva-o a dar uso ao novo lubrificante que comprou. Não sabe o que fazer e involuntariamente a vista penetra num decote que por ali parava. Aquece o pulso. Era mesmo o incentivo que precisava.
Posicionado num local estratégico para ser analisado por todos, encontra-se o decote. Sempre virada para a entrada à espera do seu príncipe encantado está a orgulhosa proprietária daquele hipnotizador. Vive entre dezenas de refeições ao dia e um banho semanal. Ingere cafeína como que se não houvesse amanhã, é o perfeito exemplo de que idade não é sinónimo de maturidade porque apesar dos seus mais de trinta anos continua a enviar os tão famosos
profile comments com frases de uma originalidade extraordinária como,“adrt buéx fofuh”. Ela repara que alguém caiu no seu hipnotizador.
Dezasseis anos e já fuma. É sinal de rebeldia – tal como a sua personalidade nómada de só ir a casa para comer - mas ele nega que seja essa a razão. Foca-se nos seios e, fazendo um puzzle mental ele coloca aquelas preciosidades no corpo da mãe do melhor amigo. Viaja até à realidade e continua a conversa sobre as calças que viu na loja e a “miúda que comeu” na noite anterior, porque o seu cérebro processa tudo da mesma forma…bens materiais.

Com sinal vermelho para quem tem menos de 50 anos – e não muito longe dali - encontra-se a brigada da artrite. Esse grupo que não fala mas sussura, não fica ali muito tempo que às cinco da tarde o jantar tem que estar pronto para o marido que é um mestre na arte da violência doméstica.

Ali também, outra geração confraterniza. Os homens bebem cerveja, as mulheres água com gás porque estão “com uma enxaqueca horrível”. Eles gabam-se dos seus dotes de condução e elas ouvem como que se realmente fosse algo de muito interessante observar uma matilha numa batalha para descobrir o machoalpha. Na verdade estão-se a cagar, querem é saber como é que vai ser quando aquela enxaqueca sair do corpo dentro de 6 meses em forma de bebé. Olham para baixo pensativas, eles olham para o lado vendo passar o grupo das caloiras que provocam ao andar. Um verdadeiro ritual de acasalamento.
Enquanto esta rotina se repete, o proprietário daquele magnifico estabelecimento limita-se a movimentar roboticamente desde o dia que o pai lhe herdou o café. Sonha em correr o Mundo, mas não pode, os produtos passam de prazo e o prejuízo instala-se.
Mas quem sou eu nesta sociedade que diariamente brinca ao faz-de-conta? Que vive numa sala vazia, com uma janela aberta, e que não sai com medo do que possa estar lá fora. Que estabelece limites para o conhecimento mas não para a ignorância. Que parou no tempo.
Eu? Eu sou o gajo que - com as calças de pijama por baixo das de ganga - entra para comprar tabaco e sai de seguida.