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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Crónicas de um Ferrero Rocher

- Ambrósio, apetecia-me tomar algo.




Oito horas antes.


Ambrósio acorda. Levanta-se. É uma daquelas manhãs que, vindo do oculto, surge o tão enigmático fenómeno da “tesão do mijo”.
Uma vontade tremenda de urinar, apodera-se dele e não o pode fazer na sua casa de banho – em consequência de ser um autêntico Samurai na arte da defecação em quantidades e tamanhos exorbitantes, que por sua vez são verdadeiros Ninjas em entupir sanitas.
Corre para o quarto da madame - que quarenta e cinco minutos antes, tinha acordado e estava agora a tomar o pequeno almoço – e quando chega, tenta urinar naquela casa de banho repleta de luxo e requinte. Ambrósio vê mal, e naquelas condições era uma tarefa impossível fazer as coisas com uma certa normalidade. Contorce o corpo de várias formas à procura do ângulo perfeito para não falhar, mas acaba por urinar completamente o tampo da sanita da Madame.
- Parece uma cascata de mijo – diz ele, rindo-se. - Mas fica assim para dar um aspecto ainda mais requintado.
O marisco que comeu na noite anterior – durante a agitação de um bar de strip
– começava a fazer das suas. Decide soltar ali mesmo, a agonia que sentia. Afinal, o pior já estava feito.
Com cuidado, para não tocar no tampo – não pelo nojo, mas para não estragar aquele deslumbre que ele próprio construiu - procura uma posição confortável.
- Eu sabia que faltava alguma coisa! – diz outra vez num tom cómico. - As baleias!

- Mas não há baleias nas águas de uma cascata, Ambrósio. – fala o seu inconsciente.
- Nesta há. – e liberta uma gargalhada num tom maroto.
Mas o fenómeno não desaparece. Ambrósio só vê uma hipótese para a aniquilação daquela erecção indesejada.
Aninha-se por baixo dos lençóis da Madame e masturba-se.
- Mãe, onde é que está… – a filha da Madame, entra sem aviso.
- Isto não é o que parece! – grita Ambrósio, num grito que possuía mais de prazer, do que de vergonha.
A menina fecha a porta e Ambrósio ouve os seus passos acelerados em direcção á rua.
Não era razão para não acabar o que iniciou – pensou ele, e continuou.
Limpa-se aos lençóis da Madame. Afinal de contas se a menina não abrisse a boca, a culpa iria, com toda a certeza, calhar à empregada.
- E também ninguém irá inspeccionar isto com luz negra. – diz.
Nu, lembra-se de vasculhar as gavetas da Madame. Calça umas botas de pele de crocodilo, enfia umas cuecas na cabeça, mete um colar de diamantes ao pescoço e continua a sua pesquisa naquele Mundo misterioso.
Escondido entre casacos de pele, Ambrósio encontra um dildo
gigantesco. Pega nele, e posiciona ao lado do seu pénis comparando os tamanhos.
- Agora é que dava um certo jeito a tesão do mijo. – pensa.
- Minha senhora, onde é que está… – entra a empregada, também ela sem aviso.
Olha para Ambrósio durante dois segundos e fecha a porta de seguida com todo o cuidado, e ao contrário da menina, abandona aquela área muito calmamente.


- Ambrósio! - grita a Madame.



CONTINUA…

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