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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Não ligues a água que vou tomar banho

O vapor sobe como se tivesse vontade própria. Como se não quisesse que a nossa vista alcance defeitos.

Não é um momento para imaginar todo o tipo de fantasias sexuais nem o local onde a masturbação é uma prática corrente, é apenas a extinção do mito que todo o homem anseia por uma presença feminina naquele lugar. Porque há coisas que simplesmente não se partilham.
Uma água purificada pelos deuses faz-nos cantar apesar de termos vivido o dia mais enfadonho das nossas vidas. As paredes não têm ouvidos mas entendem uma linguagem que não se ouve, dizem o que queremos ouvir porque já nos conhecem à tempo de mais. Entramos num estado de transe que faz-nos ser nós próprios num tempo que passou e quase, mas quase que conseguimos mudar o passado. O corpo segue a rotina mas a mente foge para o único tempo de recreio que tem.

Quando acaba, o nevoeiro leva com ele todos os nossos pensamentos.
Como foi boa a estadia no paraíso
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