- Ambrósio! – grita a Madame – Despacha-te que a menina está atrasada!
Veste-se e corre para o carro. Naquela corrida desenfreada, ainda tem tempo para dar uma palmada no rabo da empregada e piscar-lhe o olho como forma de lhe dizer, “eu sei que gostaste do que viste”. Ela olha para o chão, e sorri.
No carro já se encontrava – com um ar dominado pela repugnância - a intrusa do seu pequeno momento privado daquela manhã.
- Aquilo não era o que parecia. – diz Ambrósio.
- Ambrósio eu tenho doze anos mas não sou nenhuma idiota. E esqueces-te que já não é a primeira vez que te apanho naquelas figuras?
- Desculpe menina. Aceite uma oferta minha como forma de me redimir.
Na retaguarda do banco de Ambrósio, abre-se uma pequena porta. Do compartimento que essa porta protegia, desliza para o exterior uma pirâmide de Ferrero Roches – que parecia ter sido construída com toda a paciência e habilidade do Mundo.
- Pegue um menina.
A menina tira o do topo – com certo receio de estragar aquela obra magnifica - mas cospe de seguida. Ambrósio trava bruscamente, sai do carro, abre a porta de trás e dá uma sova à menina. Aplica-lhe golpes que tinha aprendido quando servia no exército, durante a 2ª Guerra Mundial, onde exercia funções de torturador. A menina perde os sentidos.
Ambrósio dá-lhe duas bofetadas e ela acorda. Não consegue falar, e não se recorda de nada. Quando repara, já está ao portão do colégio. Ambrósio abre-lhe a porta com toda a educação e classe que aquele emprego exigia.
Uma das empregadas do colégio, repara no estado da menina.
- Mas ela está coberta de sangue !
- Comeu alguma coisa que lhe fez mal. – diz, calmamente, Ambrósio.
- Ninguém fica assim por comer alguma coisa estragada!
- Então foi talvez por não ter comido alguma coisa que lhe fazia bem.
Entra no carro. Ele calcula que a menina não se recorda de nada. Nem uma pessoa geneticamente mais avançada, recuperava a memória depois de uma tareia daquelas, porque Ambrósio sabia que se houvesse um curso superior de levar porrada, a menina tinha acabado de se graduar com notas excelentes.
Ninguém, mas ninguém, faltava ao respeito dos seus preciosos Ferrero Roches.
Fez-se à estrada. Estava na hora de ir buscar a Madame. CONTINUA…
- Ambrósio! – grita a Madame – Despacha-te que a menina está atrasada!
Veste-se e corre para o carro. Naquela corrida desenfreada, ainda tem tempo para dar uma palmada no rabo da empregada e piscar-lhe o olho como forma de lhe dizer, “eu sei que gostaste do que viste”. Ela olha para o chão, e sorri.
No carro já se encontrava – com um ar dominado pela repugnância - a intrusa do seu pequeno momento privado daquela manhã.
- Aquilo não era o que parecia. – diz Ambrósio.
- Ambrósio eu tenho doze anos mas não sou nenhuma idiota. E esqueces-te que já não é a primeira vez que te apanho naquelas figuras?
- Desculpe menina. Aceite uma oferta minha como forma de me redimir.
Na retaguarda do banco de Ambrósio, abre-se uma pequena porta. Do compartimento que essa porta protegia, desliza para o exterior uma pirâmide de Ferrero Roches – que parecia ter sido construída com toda a paciência e habilidade do Mundo.
- Pegue um menina.
A menina tira o do topo – com certo receio de estragar aquela obra magnifica - mas cospe de seguida. Ambrósio trava bruscamente, sai do carro, abre a porta de trás e dá uma sova à menina. Aplica-lhe golpes que tinha aprendido quando servia no exército, durante a 2ª Guerra Mundial, onde exercia funções de torturador. A menina perde os sentidos.
Ambrósio dá-lhe duas bofetadas e ela acorda. Não consegue falar, e não se recorda de nada. Quando repara, já está ao portão do colégio. Ambrósio abre-lhe a porta com toda a educação e classe que aquele emprego exigia.
Uma das empregadas do colégio, repara no estado da menina.
- Mas ela está coberta de sangue !
- Comeu alguma coisa que lhe fez mal. – diz, calmamente, Ambrósio.
- Ninguém fica assim por comer alguma coisa estragada!
- Então foi talvez por não ter comido alguma coisa que lhe fazia bem.
Entra no carro. Ele calcula que a menina não se recorda de nada. Nem uma pessoa geneticamente mais avançada, recuperava a memória depois de uma tareia daquelas, porque Ambrósio sabia que se houvesse um curso superior de levar porrada, a menina tinha acabado de se graduar com notas excelentes.
Fez-se à estrada. Estava na hora de ir buscar a Madame.
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